terça-feira, 8 de outubro de 2013

Nas garras do escorpião (final) / Pentagrama (6) / Feitos um para o outro (2) / Censurados (2) / A serpente, o touro e a águia (4)






Até dói materializar essas palavras, mas preciso arrancá-las da cabeça vomitando-as com bile e tinta preta. Provavelmente ninguém nunca mais irá lê-las, estou as esquecendo de propósito nesse caderno velho e por entre essas postagens sem nunca ousar clicar aqui novamente, como que pondo uma pedra nesse assunto.

Nunca gostei do termo "mal resolvido", mas essa com certeza é uma parte maligna em mim e resolvida, que, com muito esforço, enterrei lá no fundo lado a lado com meus piores demônios. Seria o que eu diria se alguém tivesse me perguntado. Estava organizando algum armário antigo e encontrei essas anotações, tratavam-se de rascunhos inacabados que a muito esquecera:

"   Um anjo negro com semblante de bela menina veio pela minha alma, desfragmentando minha mente. Com belos passos de tango ria e gritava 'olé' pra cada investida agitando um pano vermelho.
   Sua força me imobilizou com facilidade, fui uma presa fácil e previsível. Sua palavras ansiosas e velozes entorpecem minha psique despertando novidades incríveis e impulsos primitivos.
   Suas formas e poucas curvas se encaixaram perfeitamente em meu corpo prendendo-me em êxtase como pinças. Como meus fortes punhos podem ser seguros por braços tão finos?
   O veneno que corre em mim me mata lentamente de paixão; e, como na fábula, afundamos juntos no rio. Entre a floresta em chamas e a margem segura...

   Por que ainda estamos vivos?
   Seria um triste fim, mas emergimos, como em um tosco filme de ação, o ferrão vermelho(...)"

(Essas anotações continuavam por mais 3 páginas e se desdobravam em outros 2 textos, também estou censurando algumas partes tanto das notas como desse texto que creio serem inapropriadas para postar aqui por serem muito intimas, obscenas e/ou indiscretas por isso no tema consta esse tópico)

O problema de andar sempre a frente é deixar os outros para trás, portanto preciso aprender a caminhar de mãos dadas. Hoje, particularmente me nego o uso de reticências; e, ao investir energia nessas páginas amareladas e nessa questão, vou dar de lambuja a mais poderosa de todas:
DESEJO mais paciência para lidar com a velocidade e limitações das pessoas.
Desejo ver aqueles olhos negros que me inflamavam séculos atrás ao menos mais uma vez.
Apenas dois, porque além de não ter achado a lâmpada mágica, estou dando esse prêmio a ela, embora não mereça. Pois promessa é dívida e minha alma a pertence ainda por 1001 noites. Não que eu tenha vocação à dança do ventre ou ao título de sultão é que me restam ainda quase 3 anos. Pra ser mais exato até o dia 27 de xxxxx de 20XX.





Nossa! Ao virar a página me deparo com a sua caligrafia, aqui ela não deixou palavras além de nossos nomes e milhares de dígitos. Deixa eu comparar com minhas anotações. Mas do que serve grafologia em uma hora como essa? Ah! Sua letra é linda e flutua por entre as linhas. Apenas o número 8 (que coincidência!) toca o chão e o "A" me mostra que àquela altura eu havia partido seu coração mais uma vez.

Partiu é? É, e nunca mais voltou. Eu destroçaria o Universo e outras 500 realidades para tê-la. Mas eis a questão: ela nunca foi minha e essa intensidade possessiva e materialista é a minha sina nessa vida. A tinta e os espaços estão se esgotando junto com a firmeza do meu punho dada a velocidade com que estou escrevendo.

Sou a própria Terra me tornando rocha ao longo das décadas e sei muito bem quanto um taurino é paciente, mas que maldita lua em Escorpião. Chega de acelerar as areias do tempo pra mim, esta atitude vai acabar me matando. Hmmmm outra página, aqui ela tentou escrever até. Minha impaciência não respeito seu espaço e mais uma vez magoei seus sentimentos, estava tentando apenas me ajudar e fui estúpido e orgulhoso. (Aliviei um pouco minha pegada trocando da bastão para a cursiva)

Olha só que milagre: aqui eu ganhei dela por apenas 130 pontos: Chupa! Sou fodão e apenas estou emotivinho porque essa semana estou um passo mais próximo de concluir um ritual; uma promessa feita a Lilith por ter me trazido você tão prontamente. Foram 5 e restam apenas 8. Que droga, a última descobriu um caso que tive com a #$¨%@#, comprei seu perfume pra ela. Foi de propósito e nem me orgulho disso. Para mim tanto faz, todas exceto a loira me fazem pensar em você mesmo. Tadinha dela, foi a primeira e a que menos merecia mesmo sendo a que mais pediu. Com certeza isso me custará um tempo no limbo.



Será que me tornei o monstro que a muito tempo temi? Não sinto mais medo de nada e isso me preocupa, pois não é "normal" não sentir, porém é libertador. É meu amor, pedi e implorei à mãe da Noite por você e ela me atendeu assustadoramente rápido. Não temas e muito menos pense que isso é um blefe, engodo, promessa ou ameaça. Recapitulando talvez você é que tenha sido a primeira, a ruiva a segunda e a loira a terceira. Sendo assim me restam apenas 5 para !@$$ $!@$ $@%#!$# @!#@!.

Puta que pariu! Duvido que seja da sua conta e se você tivesse a ousadia com muito prazer te orientaria pelos caminhos que trilho da verdadeira #!$%¨¨ !@($@! que pouco se parecem com aqueles rituais místicos e religiosos que um dia foi iniciada. Mas deixa para lá! Esse assunto não sincroniza com esse texto e estou carente de um novo mestre. Então acredito que eleger um arauto ainda esteja distante deste momento. E quem estou tentando enganar? Duvido que pagarias o custo energético necessário para se trabalhar com tais forças. (Quem em sã consciência o faria?)

Cronos sempre diz quem é e o que é verdadeiro e vou parar por aqui, pois não aguento mais: o fígado continua a gotejar e aumenta a sensação de enlouquecer mesmo que a tinta preta e o vômito não acabem, não preenchem os espaços vazios desse caderno amarelado e da minha alma.



sábado, 5 de outubro de 2013

Analgésicos (1) / de rodapé (1)


Já gastei muito dinheiro que não tinha fazendo coisas nem tão divertidas com pessoas que eu nem gosto, mas precisava continuar. Apesar do cansaço...


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Armadilha de Aquário (5) / de risadinha (1) / Amor (4)





   "... eles sabiam que aquilo era faz-de-conta, mas para
   ele, faz-de-conta e verdade eram exatamente a mesma coisa.
   Isto às vezes o perturbava, como quando tinham de fazer
   de conta que já haviam jantado.

      Uma antiga canção chippewa começa assim:
         Quando meus olhos contemplavam a pradaria
         eu sinto o verão... na primavera. 

(...)

Seria difícil imaginar sua conversa, caso os dois decidam aproximar-se, não? Quer dizer, afinal, o que um imóvel mas Adorável monte de Terra, teria a dizer a uma Bola de Cristal Saltitante? 'Grmmmpphhff?' E o que, por favor, responderia um Bola de Cristal Saltitante a um imóvel mas adorável Monte de Terra? 'Oi!'??? Permitam-me dizer que (...) esse mútuo cumprimento jamais se encerrará, definitivamente, tudo o que cada um deles sabe (...)

O que me dizem? A vida é cheia de surpresas, como qualquer aquariano poderá lhe dizer. Mesmo que você não pergunte." - L. Goodman

A primeira vez que coloquei os olhos nela jamais imaginaria que, depois de uma década, estaria escrevendo, conversando e muito menos gostando dela. Me preenchia todos os estereótipos: loira, patricinha, fresca... Mas apenas na primeira impressão, sua humildade me surpreendeu muito a cada encontro. Na época não era instruído ou vivido o suficiente para não julgar um livro pela capa.

Seus olhos verdes aéreos me fitavam mesmo quando eu me esquivava da atenção dos tontos ao nosso redor e sua inteligência me cativou.... e ainda o faz...

Sentir e viver o verão na primavera é pra poucos; o problema que seu dom também é sua maldição ao sentir o inverno no outono. ..

 BORDER!!! love ya...

domingo, 22 de setembro de 2013

Agressividade 9 x Arrogância 10




Da última vez que batemos de frente a trombada foi tão grande que me senti atropelado por um encouraçado, pois bem: mais de 13 meses se passaram e afiei minhas armas. Juro que queria evitar o embate, mas pra ela é como um teste de mudança de faixa.

Mesmo sendo proibido pelo vínculo sagrado de mestre / aprendiz que nos uni eu invisto. Antecipo muitos de seus movimentos como em uma bem jogada partida de xadrez, que paradoxalmente nossos papeis se invertem. Foco toda minha fúria para não deixar que ela me deixe cego e previsível. Preciso focá-la em minha velocidade. Com apenas um golpe colocaria um ponto final, mas como acertá-la? Como forçar minha mestre cometer algum erro nessa luta?

Mesmo se ela o fizer, duvido que serei rápido o suficiente para aproveitar a oportunidade. Vejo que ela também andou amolando suas armas para meu infortúnio. Torre vermelha contra rainha preta, minha sorte está lançada! O desfecho já está escrito em algum lugar e nem vou falar mais sobre isso nesse momento...

Ao som de Tihuana "Tropa de Elite"


Black Lotus (13) / O corvo (1) / Ela voltou! (1)


Sim, palavras tem consequências!!!

Um calafrio desce minha medula espinhal ao ver o poder de seu véu que cobre a noite por quilômetros de diâmetro. Acredito que ela quer me fazer lembrar da minha condição humana e do exato instante do equinócio, como se eu pudesse esquecer. Desde nosso último encontro aprendi a bloquear seu poder de paralisia do seu veneno com o mantra ôm.

Isso não quer dizer que sou imune, posso senti-lo como da primeira que o fiz e vou confessar que muito diferente das aconchegantes garras do escorpião a agulhada da Lotus Negra é bem intimidadora; eu insisto em repetir a ela que reajo mal a esse tipo de abordagem, mas sua intenção é ensinar mais alguma lição. Engraçado como apenas essas duas pessoas na face da Terra foram capazes de se esgueirar pelas minhas costas totalmente despercebidas, ambas regidas por Antares; minhas duas escorpianas favoritas. Mas ai acabam as semelhanças: uma com a leveza da dança, a risada e pronta para lançar um "A rá! Fazendo coisa errada né seu safado!?!". A outra com sede de sangue, armada, com a maldade que os piores golpes baixos de todas as artes marciais lhe proporcionaram e o deleite de sussurrar-me: "Bang! Você está morto tourinho"; engraçado como quase morro de susto mesmo e ela falar bang uma vez que empunhava um punhal.

Afinal, sou seu arauto, seu discípulo como ela gosta de explicitar e o equinócio se faz presente: um transformador estoura na rua e fico sem luz por horas; alguns raios iluminam a noite quando sincronicamente sua presença me vem a mente, quem me dera ainda viver protegido pela cegueira do misticismo. Calma mestre, seu relatório está pronto de antemão, não precisa me lembrar das letras miúdas do nosso contrato. Apenas mais alguns "virares" da ampulheta e minha alma estará livre.

Imagino, sob o tilintar da chama da minha vela ao escrever essas palavras o que o Sr. Poe colocaria no papel à tinta e pluma:

Nevermore! - diz o corvo em meus umbrais...

Os pratos da balança (1) / Justiça (4) / Cronos (3)



A mãe Terra se apresenta equidistante mais uma vez do nosso Pai demonstrando que a quantidade das areias do tempo na parte de cima e debaixo são exatamente iguais grão por grão!

A perfeição virginiana é quebrada frente o poder do símbolo da justiça que emerge: A balança está em equilíbrio novamente.

Bem vindo à Libra! Seja muito, mas muito bem vinda minha linda prima florida! Que o desabrochar e despertar da hibernação sejam repletos de realizações...

Bem-vinda Primavera!



sábado, 21 de setembro de 2013

Amnésia (1)


- Eu acho que você... (sempre que alguém começa uma frase assim automaticamente já me preparo pra algo que, talvez não seja muito construtivo; e, naquela oportunidade, não foi muito diferente)
- Ah tá... havia me esquecido...
- Esquecido do que?
- Esquecido que havia pedido a sua opinião...
- Mas...

Alguns momentos de um silêncio desconfortante surgiu, havia dito sem pensar e por impulso como a grande maioria das coisas que faço. Nem foi foi na maldade e, a partir daquele instante, seria escravo das óbvias consequências que já nem me lembro mais...

Pois é, que engraçado! Palavras tem consequências...